Lady bird, crítica

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O filme da jovem diretora Greta Gerwig, em primeiro momento, é familiar aos olhos como mais um filme adolescente, desses que já estamos cansados de ver em canais de tv fechada exclusivos de cinema. No entanto, ao decorrer dos dramáticos minutos, percebemos que a película tem muito a dizer sobre como crescemos.

O que conta Lady Bird?

Lady Bird conta parte da vida de Christine, a “Lady Bird”, uma jovem de Sacramento que está no último ano do ensino médio e sonha em estudar longe da sua cidade, ideia rejeitada por sua mãe, que precisa lidar com os conflitos adolescentes da sua filha enquanto administra um lar conturbado.

Em meio a crises de identidade, primeiras experiências sexuais e frustrações recorrentes em relação ao menor poder aquisitivo de sua família, Christine descobre as dores do amadurecimento, da transição a vida adulta. Para voar é preciso primeiro cair, cair muitas vezes, e se reconstruir.

Rasgando-se e remendando-se constantemente, Christine amadurece aos poucos, largando antigos pesos que a impedem de alcançar a leveza necessária para aprender a voar.

Os elementos fílmicos de Lady Bird

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A cinematografia serve muito bem ao fator alegórico, os grandes planos abertos dos casarões tão quiméricos a Christine a tornam pequena como um pássaro em frente a uma árvore alta, sonhando com um dos seus galhos.

Pequenos props, como o gesso rosa que Christine ostenta desde o início são grandes trunfos da direção para representar semioticamente os pesos que são deixados para trás ao amadurecer.

Conclusão: o que Lady Bird representa?

Lady Bird, que parece tanto no início como mais um filme adolescente, se mostra muito mais do que isso.

É um retrato do amadurecimento, até mesmo da própria diretora que inspirou-se em suas experiências, mas ainda além disso, é um aviso para quem objetiva crescer: voar é rasgar-se, remendar-se e continuar.

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