Coletiva de Imprensa| Irmandade

0

No último dia 09 ocorreu em São Paulo a coletiva de imprensa da nova série nacional da Netflix Irmandade e o Cinerama esteve presente no evento. A série original é ambientada nos anos 90 e conta a história de Cristina, uma advogada honesta e dedicada que descobre que seu irmão Edson está preso e lidera uma facção criminosa em ascensão – conhecida como “Irmandade”. Ela é forçada pela polícia a virar informante e a trabalhar contra o irmão, que não vê há anos. Ao se infiltrar na Irmandade, numa missão arriscada e perigosa, ela entra em contato com seu lado mais sombrio, e começa a questionar suas próprias noções de Justiça.

Na coletiva de imprensa estavam presentes o diretor Pedro Morelli, a produtora Andrea Barata, e, o elenco Naruna Costa, Seu Jorge, Lee Taylor, Pedro Wagner, Danilo Grangheia e Wesley Guimarães.

A primeira pergunta foi para o diretor e showrunner da série, Pedro Morelli, que foi perguntado por que falar sobre facções criminosas. Pedro Morelli disse que eles tinham duas opções, fazer a série do ponto de vista do policial investigando a facção ou do ponto de vista do líder da facção iniciando seu comando. Ele diz que as duas opções já foram amplamente exploradas no cinema e que uma abordagem mais original seria partir do ponto de vista de uma mulher, a Cristina.

Posts relacionados
1 De 112

Foi perguntado para a produtora Andrea Barata como foi essa parceria, pela primeira vez, entre a produtora O2 filmes e a Netflix. Andrea responde que foram muitos os desafios de se gravar em uma locação de comunidade/favela e em um presídio em funcionamento, mas que essas escolhas trouxeram muita veracidade e grandiosidade para a série. Ela também responde que foram mais de 40 locações com 280 pessoas trabalhando, mais de 500 figurantes e 85 diárias de filmagem, ou seja, foi uma produção grande.

Um fator importante da série é a representatividade dos bastidores. Pedro Morelli explica que reconhece seus privilégios de homem branco e que por estar em um lugar de privilégio ele sente a necessidade de dar voz para quem não é privilegiado. Ele também conta que se cercou de pessoas cujo lugar de fala correspondia com o da série, como pessoas que trabalharam no sistema carcerário e mulheres negras roteiristas militantes.

Quando Naruna Costa e Seu Jorge foram perguntados por que aceitaram esse papel na série, Naruna responde que o Brasil é um país racista e que esse é um problema que geral tem que resolver, então quando o Pedro Morelli assume essa posição de querer dar representatividade para a causa é uma atitude maravilhosa. Naruna diz que sua primeira postura foi de entender as motivações para não reproduzir os estereótipos da violência no país e para evitar que ao invés de debater, reforçássemos um pensamento. Ela ainda diz que o Pedro é um ótimo ouvinte e que tudo foi discutido e não imposto, que ele ouvia as vivências dos atores para agir. Naruna diz que Pedro e a equipe tinham uma preocupação real para realizar a obra da forma mais coerente possível com a realidade. A atriz completa dizendo que seus corpos são corpos políticos e aonde ela for sua presença será política. Seu Jorge concorda com a colega e acrescenta que quem assistir a série vai notar a potência que “Irmandade” tem.

Irmandade estreia internacionalmente dia 25/10 na plataforma da Netflix.

Deixe um comentário