Revolution é a saga da IDW que pretende reunir vários personagens licenciados da Hasbro em uma só história. Mas, com tantos personagens diferentes, será que isso vai dar certo? Nós já começamos a ler aqui no HQ Café e essas são nossas impressões iniciais da primeira edição. Já aviso aqui que este texto está repleto de spoilers dos tie-ins até Revolution nº1.

Por mais que sejam personagens de naturezas diferentes, a maioria está em um contexto de ficção científica. Rom é um cavaleiro espacial que chega ao nosso planeta com a missão de salvá-lo da ameaça dos Espectros, parasitas que dominam e assumem a identidade de seu hospedeiro, que pode ser humano ou animal. Os alienígenas têm um plano ambicioso que tem como alvo não só terráqueos, mas também cybertronianos. Quando Rom chega à Terra, descobre que a invasão silenciosa dos seres malignos já está em estágio avançado e se esforça para combatê-los, e tenta contactar as forças de segurança locais, para descobrir que parte dela está dominada também.

Se não fosse isso, alienígenas mais visíveis já vinham causando problemas por aqui: os Transformers. Eles enfrentavam um mau momento em relação à sua imagem com os terráqueos, depois de muita devastação na guerra entre Autobots e Decepticons, que não fazem muita diferença aos olhos dos humanos. Mesmo assim, Optimus resolve que o planeta Terra já está maduro para entrar na comunidade cósmica e declara que dali em diante ele estaria sob a sua proteção.

Action Man é a versão inglesa da primeira encarnação (que media 9″) do G.I. Joe, e foi lançado no Brasil como Falcon. A marca foi adquirida pela Hasbro licenciada para a IDW, que agora a reformula como uma versão mais tecnológica de James Bond. Em seu gibi solo, vemos que sua arqui-inimiga Doutora X juntou forças com os Cobras para conter a ameaça cybertroniana. No começo da saga, o agente inglês e sua equipe descobrem uma jazida do mineral Ore-13, usado como combustível pelos Transformers, no monte Olimpo. Lá, encontra o moribundo ex-G.I.Joe Big Ben, que diz que ele e sua equipe de mercenários perseguiram e foram todos mortos pelo que eles acharam se tratar de Joes.  O monte explode com Ben, mas Action Man consegue escapar.

Action Man escapa do Monte Olimpo

Action Man escapa do Monte Olimpo

Já o G.I. Joe entra na história como uma tentativa de defesa do governo estadunidense contra os cybertronianos. Tudo indica que a cronologia da IDW para o título solo do que ficou conhecido em terras brasileiras como Comandos em Ação (título esse que foi cancelado há alguns meses) será mantida, porque a equipe está sendo liderada pelo Gal. Colton e Scarlett, e Hawk e Duke parecem estar fora da jogada.

Diante da crise causada pela explosão do Monte Olimpo, os Verdadeiros Heróis Americanos partem para atacar os Autobots, que estão fazendo serviço humanitário (!) em uma área devastada, no que parece ser um ódio cego por cybertronianos. Os robôs tentam conversar e o tempo inteiro são atacados, mas sem sofrer uma ameaça real do armamento dos militares. É aí que Rom chega e os Joes o atacam por achá-lo “parecido o suficiente” com um transformer. Gal. Colton  dá ordens para priorizar o recém-chegado e é desintegrado por ele, que foge voando.

Optimus Prime tentando dar uma de diplomata enquanto atiram nele

Optimus Prime tentando dar uma de diplomata enquanto atiram nele

E os Micronautas? Não apareceram na saga ainda. Em sua revista solo, eles estão fugindo do ditador Karza, que pretende usar os poderes de Pharoid em seus planos malignos. Neste ponto, chamado por uma visão que teve, ele e sua equipe decidem entrar na tempestade entrópica para procurar os Viajantes do Tempo. Se isso vai mandá-los para nosso plano de existência ou não ainda será revelado.

E o que eu acho? A parte mais delicada do mega-crossover Hasbro era justamente adicionar G.I. Joe e Action Man ao mundo de ficção científica dos outros personagens, e me parece que, ao menos nesse princípio, não foram muito felizes. Ao que tudo indica, Colton foi contaminado por um espectro, mas isso não justifica o comportamento metralhadora-giratória da equipe Joe durante o início da saga, principalmente por parte da sempre perspicaz Scarlett. Mas vamos aguardar os próximos números para ver como as peças se mexem no tabuleiro.

Nota: 6/10 tiros de bazuca na cara