O desafio é relativamente difícil: esquecer todo o tempo que lemos quadrinhos e arriscar um número um que nos apeteça, para ver se seguiríamos nele ou não.
Ou seja, se fôssemos leitores de primeira viagem, aquilo faria a gente cair definitivamente nos quadrinhos ou não.
Não imaginei que ia tirar a sorte grande logo de arrancada.

Ou Tiger Eating a Cheeseburguer. Escrevi errado abaixo.

God Hates Astronauts é uma das coisas mais maravilhosamente insanas que você vai ler nessa existência. Parece um Douglas Adams que tomou esteroides e leu muitas MADs do Harvey Kurtzman.
A, vá lá, trama, foca em astronautas caipiras fazendo seus foguetes caseiros e quase provocando uma guerra intergaláctica no processo, ao matar por acidente um príncipe alienígena em uma colisão (o príncipe Tigre Comendo Hambúrguer, como diz o nome da linhagem, um povo com cara de tigre e sempre com um hambúrguer nas mãos, é idiota pacas mas se você entra no clima é impagável), enquanto super-heróis da NASA tentam impedir os rednecks.

Amor interespécies? Temos.

Desde que Jesse Custer cavalgou pelo deserto pela última vez em Preacher em 2000 eu não via algo tão incorreto e histericamente divertido. God Hates Astronauts é um título feito com tesão juvenil, inconsequência e insolência, subversivo, maluco e que dá de ombro para todo tipo de bom-senso.
Serve para qualquer um que ache que os quadrinhos estão mortos, ou em uma anêmica zona de conforto.

Há pouco tempo, a All New All Diferentona All Bela Gil Marvel berrou com megafone aos quatro ventos que America, latina, lésbica e engajada era a revista que você deveria ler. Ah, seus marqueteiros que não sabem nada de subversão.
God Hates Astronauts é o que você deveria estar lendo. Neste momento.

VEREDITO: Para a Estante, óbvio!

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