Michael Cane. Foto: Joe Pugliese (Hollywood Reporter)Michael Caine Explica
"Degustação" é a coluna do HQCafé em que um de nossos intrépidos colaboradores analisam o primeiro número de um gibi mensal (ou início de um arco) em publicação. A ideia é simular a velha ida à banca da esquina, folhear uma revista e decidir se quer ler mais. O material será escolhido de forma aleatória, por sugestões em sites ou por indicação dos nossos leitores. Ao final, o leitor dá seu veredito:

Para a Estante: fisgado! vai acompanhar a série regularmente
Segunda Chance: talvez depois de mais uma ou duas edições...
Para a Lixeira: é, não foi dessa vez. Vamos passar para o próximo.

Quem já jogou D&D sabe que há uma zona de familiaridade em cada aventura. Um grupo composto por um Guerreiro, um Ladrão, um Mago e um Clérigo encontram uma missão e juntos partem para alcançar seus objetivos, sempre encontrando monstros, cidades, tabernas e personagens que podem ajudá-los a seguir adiante. Constantes são as discussões sobre ferimentos que precisam de cura ou falta de mantimentos.

É nessa zona que trabalham os criadores Jim Zub e Netho Diaz em Dungeons & Dragons: Frost Giant´s Fury (IDW). Lendo apenas um volume da história fechada, já deu para perceber que o foco da publicação são pessoas que, como eu, já jogaram ou jogam RPG. Como em grande parte dos romances passados nos mundos do sistema, há uma história muito característica ali, focada nos personagens e sua jornada.

Quem em sã consciência monta um grupo com dois ladrões e um guerreiro?

Ambientada em Forgotten Realms, a história que estamos falando é uma minissérie que começa onde a última terminou, que foi com Minsc (Ranger, sempre acompanhado pelo seu ramster de estimação), Delina (maga elfa-da-lua), Krydle (ladrão meio-elfo), Shandie (ladra halfling) e Nerys (clériga) voltando de Ravenloft, onde enfrentaram ninguém menos que o Conde Strahd von Zarovich. Ainda que não tenha lido a parte anterior da saga, eu já fui mestre neste mundo, gostei da referência e fiquei curioso para voltar e descobrir como pode ter sido esse encontro.

Enfim, compreensivelmente depois de se encontrar com o velho conde, o grupo está com problemas de ferimentos e guarnições. Sua clériga está morrendo, quem vai dar “curiláits” na galera? É nesse momento que encontram uma turba de orcs e são socorridos pelo misterioso Saarvin, que promete ajudá-los a chegar na cidade mais próxima.

Você não confiaria nesta carinha?

Então é isso, você tem aí situações típicas, lutas com orcs, NPCs que você não sabe se pode confiar, várias situações que podem fazer quem joga ou jogou e sente saudade se sentir dentro de uma aventura, e este acaba sendo o principal atrativo.

Para quem não conhece nada de RPG, em termos de história, acredito que a trama principal ainda não começou a se desenrolar nesse primeiro volume, então é difícil dizer. Não me pareceu nada acima da média, embora também não seja possível fazer nenhuma crítica contundente. Se tivesse tempo de ler tudo o que quero, é provável que desse mais uma chance para ver como a trama se desenvolve, mas nesse mundo louco em que vivemos vou ter que mandar pra reciclagem.

VEREDITO: Reciclagem.