Sherlock-Holmes

As notícias da morte de Sherlock Holmes, abalaram todo o Reino Unido, levando revoltas às ruas e indignação na ilha vitoriana. Quando ele ressurge, depois de viajar o mundo e conhecer reinos, fez renascer toda a alegria no Império onde o Sol nunca se põe. Holmes não havia morrido, apenas Moriarty morreu quando os dois caíram de uma cachoeira.
Seus feitos de tão fenomenais, tornaram-no um personagem da literatura universal, sendo adaptado inúmeras vezes, objeto de estudo e de especulações alucinantes. Tudo porque Holmes encanta mulheres, crianças e homens em todas as línguas deste mundo.

Mundo este que já não abriga mais o Reino Unido, que agora está devastado e destruído, a ilha que, como disse Gertrude Himmelfarb, “passou por todas as revoluções da modernidade –industrial, econômica, social, cultural etc – sem nunca ter recorrido à Revolução”, estará em nossas memórias. A pérfida Albion, terra natal de Sherlock Holmes não sobreviveu a simbólica queda da cachoeira.

Holmes vive! Não há registro de sua morte. Depois que se aposenta e vai morar no campo para cuidar de suas plantas, ele se afasta da vida pública. Apesar dos apelos para que continuasse a ajudar a Scotland Yard em seus casos mais complicados.
A sua recusa levou adoradores a virarem detratores que espalharam por anos que Sherlock Holmes era uma farsa. Diziam que Holmes era apenas uma propaganda das autoridades britânicas para levar seu modo de vida a todo o mundo. Diziam que Holmes era um personagem criado por um escocês de mãe irlandesa, chamado Sir Arthur Conan Doyle, um médico, espírita, que acreditava em fadas, apoiava os Jogos Olímpicos e tentava ser eleito para o parlamento inglês pelo Partido Unionista porque era veterano da Guerra dos Bôeres.

Sir Arthur Conan Doyle

Sir Arthur Conan Doyle

As fadas que Sir Arthur Conan Doyle acreditava serem verdadeiras

As fadas que Sir Arthur Conan Doyle acreditava serem verdadeiras

Sherlock Holmes causava essa paixão e ódio pelo seu comportamento e inteligência. Seu cérebro funcionava como um computador. Enquanto todo mundo procurava pistas, ele enxergava o óbvio. Sua capacidade dedutiva o transformou em um gênio único. Seu gosto pela música era refinado e eclético, sua paixão pela Química rivalizava com seu desprezo pela Astronomia. Holmes era um gigante em terra de anões.

Dr. John Watson foi seu amigo e parceiro em quase toda a carreira de Sherlock Holmes. Watson trazia Holmes para a realidade quando ele sonhava acordado, ou quando a inatividade o deprimia.

Se querem transformar Holmes em um personagem literário, este terá que ombrear Dom Quixote, que viveu aventuras pela Espanha do século XVII junto com seu fiel escudeiro, Sancho Pança, desafiando não somente moinhos de ventos, mas toda sociedade e regras estabelecidas e que quatrocentos anos depois é um livro universal.

Dom Quixote e Sancho Pança

Dom Quixote e Sancho Pança

O Reino Unido não existe mais, sobraram poieras e lama, Sherlock Holmes vive e viverá! Onde quer que esteja, afinal, não há registros de sua morte.